A beleza escondida nos processos
usa essa chave, vai 🔑
Uns dois meses atrás, eu estava num café/co-working com uma amiga, editando o que viria a ser meu primeiro vídeo para o Youtube. Sentada ao meu lado, enquanto também trabalhava, ela reparou numa listinha que eu escrevia entre pausas e avanços na edição, chamada: aprendizados do vídeo #01.
Dias depois, ela comentou comigo que adorou a ideia: “é muito mais interessante olhar para os nossos processos com um viés de aprendizado, e não só de resultado, né?”
Quando comecei esse hábito de anotar meus aprendizados relacionados à gravação e edição de vídeos, meu objetivo era — não só entender o tamanho da lacuna entre o que eu idealizava e o que eu executava — mas também aproveitar essa aventura nova. Me dedicar de uma forma que fosse prazerosa. Afinal, a partir do momento que clico em ‘publicar’, preciso abrir mão do controle. Querendo ou não, o vídeo deixa de ser só meu. Está aberto a julgamentos e interpretações. Para alguns, fará sentido e será uma boa companhia. Para outros, não. Mas ninguém conhece — nem consegue mudar — o processo criativo que usei para chegar até ele.
Os aprendizados ficam comigo.
Para sempre.
Naquela tarde no café, porém, eu ainda não percebia a chavinha que tinha virado na minha cabeça — e como eu tinha começado a (finalmente) enxergar beleza nos processos. Seja em um projeto que saiu do papel, seja na vida que escolhi construir.
Lembro que, lá em janeiro, quando o ano começou, eu estava bem desanimada. Não conseguia olhar para 2024 e sentir que tinha sido um ano de progressos, porque, na prática, eu tinha conquistado poucas coisas. Não me sentia mais perto de quem eu realmente gostaria de ser.
Ledo engano.
Agora, seis meses depois, consigo perceber que o que eu vivi — ou não vivi — foi simplesmente parte de um processo enorme. Uma parte bem importante, aliás. Que é difícil ver com clareza quando se está tão imersa nela.
Se hoje estou mais segura e em movimento, foi por causa de todo o trabalho interno que fiz enquanto achava que estava só sentada assistindo à vida passar. Às vezes, só precisamos de um pouco mais de calma, compaixão e confiança. Caminhar rumo ao que a gente sonha exige força. E isso não se encontra da noite para o dia. Porém, independentemente do quão difícil estava enxergar o resto do caminho, eu confiava que, no momento certo, saberia o que fazer. A Mariana do futuro teria as habilidades necessárias para tomar a melhor decisão — e a intuição aguçada para dar passos corajosos.
O que separava uma da outra era, simplesmente, o tempo… esse sábio e rígido professor.
Obrigada pela companhia! Nos vemos em breve. ❤️
Com carinho,
Mari





"Se hoje estou mais segura e em movimento, foi por causa de todo o trabalho interno que fiz enquanto achava que estava só sentada assistindo à vida passar."
cois alinda isso aqui! 🤎
Amei! 🤍